Sobre o casamento judaico:
Kidushin - consagração
Já que o casamento é uma mitsvá, preceito
Divino, uma bênção é recitada antes de sua execução em agradecimento pela
santificação de D'us à união.
O casamento judaico torna-se
cadosh através de todo o significado que permeia a cerimônia em todos os
detalhes, através de kidushin, consagração, e os alicerces que deverão formar o
novo lar e o relacionamento do casal.
Os pais que acompanham o noivo e a noiva até a
chupá seguram velas acesas. Já que os noivos são comparados a rei e rainha,
devem ser escoltados por um séquito.
Nossos sábios nos contam que no
casamento do primeiro casal, os anjos Michael e Gavriel escoltaram Adam (Adão)
e o levaram até Chava.
Também Moshé e Aharon (Moises e
Arão) levaram o povo de Israel para o "casamento" com D'us, ao redor
do Monte Sinai.
Assim como D'us foi acompanhado
pelas duas Tábuas da Lei e por miríades de anjos, os noivos são acompanhados
pelos pais.
Os acompanhantes que levam as
velas ficavam à direita e à esquerda dos noivos. A mão direita representa
bondade e a esquerda, firmeza. Direita e esquerda simbolizam o relacionamento
entre o casal que deve ser contrabalançam com amor e firmeza - saber dar e não
procurar só receber.
Aharon, que procurava a paz e o
amor entre as pessoas, personifica a harmonia que deve existir entre marido e
mulher; e Moshê, que recebeu a Torá, representa as leis e regras que devem reger
a nossa vida. Leis e regulamentos devem ser obedecidos num espírito de união e
cessão, entrando o casal sempre em acordo.
A entrega da aliança pelo noivo e
sua aceitação pela noiva constitui o ato central da santificação do casamento.
É um vínculo eterno que fica estabelecido. A partir do momento em que a aliança
é colocada no dedo da noiva, o casal, de acordo com a Lei Judaica, é
considerado casado.
O ato de dar o anel também
simboliza a transferência de poder e autoridade. Assim o marido simbolicamente
transfere à sua nova esposa a autoridade sobre seu lar e tudo que se encontra
nele. A partir deste momento tudo em sua vida será repartido. O anel também
simboliza a proteção que o marido dá a sua esposa; assim como o anel envolve o
dedo, também sua aura de proteção envolve a esposa. A aliança simboliza a
confiança e lealdade que envolve o casal pelo resto de sua vida.
A aliança deve ser colocada no dedo indicador
da mão mais forte da noiva (canhota ou direita), sem interferência de luvas
(caso estiver usando alguma), mas diretamente em seu dedo. Antes de colocar a
aliança, o noivo recita a seguinte frase:
"Com este anel, tu és
consagrada a mim conforme a lei de Moshê e Israel" e as testemunhas falam:
"Está casada".
Ao aceitar o anel, a noiva
consente ao kidushin, consagração, significando a singularidade do casamento
judaico, estabelecendo uma relação em um
lar onde D'us, Ele mesmo, habita.
A ketubá logo em seguida é lida
em voz alta para todos os presentes e são recitadas, Sheva Brachot, Sete
Bênçãos aos noivos.
Vejam: ‘estabelecendo
uma relação em um lar onde D'us, Ele mesmo, habita’, logo, “Leis e
regulamentos devem ser obedecidos num espírito de união e cessão, entrando o
casal sempre em acordo”.
Assim “no nível espiritual, o
casamento é entendido como o significado de que o marido e a esposa estão se
fundindo para formar uma única alma”.
Penso que não preciso acrescentar
nada.
O casamento cristão :
Assim como o casamento judaico “é
realizado dentro dos conceitos estabelecidos da Torá,do Talmud e da Halachá”, o
cristão, também, segue as Ordenanças Divinas.
Paulo tratou de casamento em sua
Carta aos Efésios, capitulo 5, versículos de 22 ate 33 Versículo 33 : Não
obstante, vós, cada um de per si também ame a própria esposa como a si mesmo, e
a esposa respeite ao marido.
Baseado nas Escrituras:
a- No direito anglo-saxão cristão
ficou estabelecido: ‘Nas núpcias, haverá sempre, por lei, um sacerdote, que,
com a benção de Deus, unirá sua união a toda prosperidade’.”.
b- Carlos Magno estabeleceu que
nunca fosse celebrado um matrimônio sem a presença do sacerdote, afirmando que
um matrimônio que não contasse com a benção do sacerdote deveria ser declarado
inválido.
Não se fala em Ritos
Matrimoniais, mas sim no próprio casamento.
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